Opinião | Zezé di Camargo calado é um poeta


O filho de Francisco Zezé di Camargo, que nos últimos tempos aparece mais por criar polêmicas do que como cantor atacou novamente.

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Se achando politizado o cantor agora deu para querer opinar sobre tudo, mas se esqueceu que para opinar sobre algo, e não passar vergonha, ele tem que ter o mínimo de coerência do que falar.

Depois de falar que não existiu no Brasil ditadura militar, fato este mais do que comprovado historicamente e que trouxeram consequências duras para a história do Brasil, o cantou resolveu opinar sobre a comoção entorno do assassinato da vereadora Marielle no Rio de Janeiro.

Em postagem feita no instagram,  o cantor preferiu criticar a indignação coletiva sobre o assunto e comparar a morte da ativista com a da médica Gisele Palhares Gouveia, também assassinada a tiros no Rio, mas em 2016.

Cantor compara tragédia de 2016 com a de Marielle Franco

O “filho de Francisco” diz não entender porquê essa morte não teve tanta repercussão como a da vereadora. A questão é que o crime teve sim uma cobertura intensa da mídia. Mas nem Zezé e nem nenhum famoso que está usando esse caso como uma forma de diminuir a importância da morte de Marielle se indignou sobre o assassinato dela.

E o que o músico talvez não entenda é que quem se comove com o caso de Marielle, não está ignorando nenhuma outra morte violenta do país. Qualquer morte é lamentável. No entanto, a de uma figura pública sempre causará mais comoção do que a de um anônimo, e no caso de Marielle existe o agravante por poder ter sido uma execução com motivações políticas à uma ativista dos direitos humanos, que lutava pelas minorias.

Na época em que Cristiano Araújo morreu vítima de um acidente de carro em Goiás, o mesmo Zezé se indgnou quando Zeca Camargo questionou os motivos que levavam tanta gente a lamentar a morte de um cantor que, para o jornalista, não era tão famoso.

E, no dia, veja só: Zezé não públicou nenhuma notícia de acidente de carro envolvendo algum anônimo e questionando os motivos da mídia não dar o mesmo tipo de importância para o caso. Dois pesos, duas medidas.

Presenciar uma figura pública fingir não entender o motivo da morte de uma pessoa famosa ter maior impacto na imprensa, demonstra que ser “fiscal/sommelier de tragédia” virou moda nas redes sociais. E isso sempre resulta em desonestidade intelectual para analisar crimes através de um viés ideológico que te ajude a “lacrar” sobre o tema.  Acontece de ambos os lados, inclusive.

Zezé pode se comover com o que quiser. Inclusive deveria ter ido para a rua contra o absurdo que foi a morte de Gisele em 2016, mas preferiu continuar em seu mundinho de holofotes.

Como artista pela projeção que possui, seria extremamente favorável que ele, assim como muitos outros, se manifestassem politicamente sobre os acontecimentos de nossa sociedade. Mas para isso tem que existir coerência. Principalmente entre opiniões e atitudes.

Não basta apenas ficar nas redes sociais desmerecendo a luta e a tragédia de quem não está alinhado politicamente com o que ele pensa. É bem triste que uma pessoa que trabalha tantos anos com música cantando o amor não tenha desenvolvido a mínima sensibilidade para momentos como esse.

Para não falar besteira é bem mais proveitoso ficar calado, afinal de contas, de boca fechada o filho de Francisco é um poeta.

Leia mais em: MIX OU MISTO

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